Poesia
Caminhos matutinos
Vivemos em uma rotina automática, mecânica e industrial
Por causa dela não percebemos as pequenas delicadezas da natureza
Pequenas cenas sutis
A mãe canária alimentando seus filhotes no ninho
O doce cheiro da flor na praça da igreja
A colorida borboleta morta no quente asfalto
O manco cachorro atravessando a rua
O gato de olhos amarelos te observando do telhado da casa
A calma brisa fresca da manhã tocando o rosto
Todas essas pequenas coisas pertencem ao ciclo da vida
Tudo em um equilíbrio constante de vida e morte
E o ser humano?
Alguns dele se perderam no tempo e espaço
Se perderam em músicas perturbadoras na madrugada
Se perderam nas suas preocupações e medos internos
Se perderam... perderam sua bondade... a sua conexão... o seu ciclo
Do que vale a dor do coração, se no fim ainda estaremos perdidos?
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