Uma noite em dias antigos Era uma visão basal, um lugar iluminado apenas por uma vela a derreter, o calor era alto o suor escorria pelo corpo, tecidos transparentes, um véu ao deleito, frutas em tapeçarias de madeira, cascas de árvore, incensos e mirra. O corpo nu ali perdido, a pele escura, morena, avermelhada, o luar reinava sobre os pensamentos humanos, palavras ditas ao calar da noite, ouvem-se cantos ao longe, bem lá na fronteira, no fim daquele céu. Um gato preto de olhos amarelos surge por entre as cortinas, panos que sobrevoam o quarto, uma visão serena, o animal revela sons e espreguiça, aconchegando-se no tapete bordado. Surge então, diante de meus olhos uma figura robusta, queimado pelo sol, com apenas uma veste em seu torso, ele emanava desejo, luxúria e prazer, as cores surgiam por de trás de seu semblante elevado. Um homem de barba em pé... era uma estátua? Uma arte dos deuses? Ali estagnada, perdida, sem levantar, deitada em meio aquele mar de especiarias dos reis, ...